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O Red Hat Command Center oferece software de monitoramento como um serviço, hospedado pela Red Hat. No diagrama a seguir, a aplicação de Command Center, representada pela caixa à direita, é mantida e distribuída a partir dos datacenters da Red Hat. Este back-end é baseado em uma tecnologia amadurecida que foi projetada com uma arquitetura multi-tenant a partir do zero, em vez de empilhar softwares em camadas como recursos de serviços em uma aplicação stand-alone. Como resultado, o Command Center mantém forte esquema de segurança e privacidade para cada cliente, passando, ao mesmo tempo, os benefícios da economia de custo alcançados através de economias de escala. Além disso, a aplicação é implementada sobre uma arquitetura n-tier, baseada em fazendas, que a permite ser altamente escalável entre diversos sistemas, aplicações, redes ou locais.
O Command Center exige a implementação de um scout (appliance) localmente na rede do cliente. O scout é essencialmente um intermediário usado para coletar as informações de monitoramento. O scout executa uma variedade de sondagens de seus hosts monitorados, usando protocolos comuns de aplicações, como SNMP ou HTTP, para reunir dados de monitoramento. Estes dados são, então, enviados para o back-end do Command Center por meio de uma conexão segura. O back-end controla as notificações de alertas e fornece status de monitoramento e relatórios através do portal web.
O Red Hat Command Center é de fácil configuração e utilização, não exigindo nenhuma habilidade especializada. Os passos gerais são:
O scout não é a aplicação Command Center, mas somente um canal para coletar dados de monitoramento. Se o hardware do scout deixar de funcionar, este poderá ser substituído facilmente por outro scout. Depois de um handshake entre o novo scout e a conta do cliente, a solução de monitoramento seria restaurada com as configurações do cliente, programações e dados históricos. Isto ocorre porque o back-end do Command Center é a aplicação de monitoramento primordial onde é realizada a maioria do processamento dos dados entrantes, das análises de monitoramento e do armazenamento de dados.
O scout permite monitorar a infra-estrutura de TI por detrás do firewall sem a necessidade de abrir as portas de entrada da rede. Ele é um dispositivo isolado que é configurado sem portas de escuta. Toda a comunicação do scout com os sistemas monitorados de destino, bem como do scout com o back-end do Command Center hospedado é de mão única e iniciada pelo scout. Ele coleta dados de monitoramento do ambiente do cliente na freqüência de apuração definida para cada sondagem. O scout empacota estes dados e os envia ao back-end do Command Center a intervalos regulares por meio de HTTP. O scout também solicita todas as atualizações das configurações, definições de sondagem, etc., durante esta sessão dial-home de conexão. O back-end do Command Center fornece, de forma transparente, quaisquer mudanças que o cliente possa ter feito pelo portal, bem como novos reparos de funções ou de bugs disponíveis após um lançamento de produto por meio deste mecanismo. Isto isenta o cliente da manutenção do scout.
O dispositivo scout é baseado no Red Hat Enterprise Linux 4.5 e exige hardware padrão x86 que é compatível com esta distribuição. Os requisitos mínimos de sistema são CPU de 1,6GHz, memória de 512MB, disco de 10GB e uma unidade de CD-ROM inicializável. Esta configuração pode facilmente suportar até 200 servidores. Para ambientes maiores, é obviamente recomendada mais memória. Também é possível distribuir a carga entre diversos scouts e consolidar o monitoramento através de visualização unificada em painel.
O Command Center é baseado na filosofia de que o monitoramento deve ser o menos invasivo possível. Na maioria dos casos, o scout do Command Center usa protocolos de aplicação comuns como SNMP, HTTP etc., para coletar dados de monitoramento, não exigindo quaisquer agentes ou mudanças no sistema de destino. Em outras palavras, o monitoramento do Command Center funciona sem agentes para vários tipos de sondagens, como as do tipo host up ou host down; sondagens em serviços de rede, tais como DNS, FTP, etc.; sondagens no nível de aplicações, inclusive JBoss, Apache, Tomcat, Oracle, MySQL, Microsoft SQL etc.; além das sondagens de monitoramento em dispositivos e sites da Web.
Para outros tipos de sondagens, como de CPU ou de utilização de disco, um daemon leve e baseado em SSH (ou serviço WMI em Windows) deverá ser instalado no sistema de destino. Estes "agentes" têm uma dimensão muito pequena. Quando solicitado pelo scout, o daemon invoca comandos nativos na máquina de destino (como "df" para utilização de disco em Linux/UNIX), retorna os dados e volta a dormir. O daemon não impõe quase nenhuma carga na máquina destino e também não executa nenhuma lógica de processamento local, nem armazena qualquer coisa localmente. O daemon SSH usa uma conta sem privilégios e aceita somente comunicações criptografadas do scout. Isto garante que a segurança no sistema destino não seja comprometida.
Os sistemas que exigem um daemon leve são marcados com um * no Command Center probes sheet (pdf).
O scout compacta os dados de várias sondagens e os envia progressivamente ao back-end do Command Center. Mesmo em uma implementação com mais de 200 servidores, os dados trocados entre o scout e o back-end do Command Center em intervalos de poucos minutos não são maiores que uma página de Web normal, como a que você está vendo nesse instante, e podem ser transmitidos facilmente através de uma conexão de baixa largura de banda.
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